Em alusão ao Dia Mundial da Hemofilia, celebrado em 17 de abril, o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (HEMOSC) realizou, nesta quarta-feira (15), o IV Encontro da Hemofilia. O evento ocorreu em Florianópolis e reuniu pacientes e familiares para debater diagnóstico, tratamento e os desafios da convivência com a doença.
A iniciativa foi realizada em parceria com a Associação dos Hemofílicos do Estado de Santa Catarina (AHESC) e contou com transmissão on-line, ampliando o acesso às informações para outras regiões do estado.
Evento abordou desafios da adolescência e autocuidado
A programação destacou temas como diagnóstico precoce e qualidade de vida, com atenção especial à fase da adolescência, considerada um período desafiador para pessoas com hemofilia.
Referência no atendimento a coagulopatias, o HEMOSC acompanha atualmente 542 pacientes com a condição em Santa Catarina. O serviço é oferecido em sete hemocentros localizados em Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville, Joaçaba e Lages.
O paciente Hyago Medeiros Chaher relatou sua experiência com o desenvolvimento da autonomia durante a juventude.
“Foi na adolescência que aprendi a aplicar o fator VIII sozinho. Um marco de liberdade. Não vejo a hemofilia como um agravante, mas como algo que me trouxe mais responsabilidade”, afirmou.
Atendimento pelo SUS garante acesso ao tratamento
A hemofilia é uma condição genética que afeta a coagulação do sangue e atinge mais de 14 mil pessoas no Brasil. Quando diagnosticada precocemente, permite maior autonomia e melhor qualidade de vida, com apoio de equipe multiprofissional.
De acordo com a diretora-geral do HEMOSC, Patrícia Carsten, os pacientes atendidos têm acesso completo ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Todos os pacientes atendidos pela instituição têm acesso integral às terapias necessárias pelo SUS, incluindo acompanhamento com médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais e farmacêuticos, além do fornecimento de fatores de coagulação, fundamentais para a manutenção e qualidade de vida dos hemofílicos”, destacou.
Mais informações sobre atendimento ambulatorial podem ser acessadas no site oficial do HEMOSC: https://www.hemosc.org.br/assistencia-ambulatorial


