A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (22), em Chapecó, durante uma investigação sobre possível desvio de recursos destinados a um projeto esportivo de judô feminino. A ação recebeu o nome de Operação Hajime.
Segundo a Polícia Civil, a investigação apura a suspeita de que valores repassados às atletas como bolsa esportiva teriam sido desviados, em tese, por pessoas ligadas à gestão técnica e administrativa da entidade responsável pelo projeto.
Investigação apura destino de bolsas esportivas
Conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil, os valores investigados eram destinados às atletas participantes do projeto.
A suspeita é de que parte dos recursos tenha sido desviada sob a justificativa de pagamento de despesas relacionadas à modalidade esportiva.
A investigação busca esclarecer o fluxo financeiro, a destinação dos valores e se houve eventual apropriação dos recursos.
A Polícia Civil não divulgou o valor total investigado nem identificou os envolvidos. O nome da entidade responsável pelo projeto também não foi informado no comunicado.
As suspeitas ainda estão sob investigação e não representam conclusão sobre eventual responsabilidade dos investigados.
Quatro mandados são cumpridos em Chapecó
Durante a Operação Hajime, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços relacionados aos investigados e às atividades esportivas.
As diligências tiveram como objetivo recolher documentos, equipamentos e outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
O material apreendido será analisado pelos investigadores.
A partir desse trabalho, a Polícia Civil pretende reconstruir a movimentação dos recursos destinados ao projeto e verificar como o dinheiro teria sido utilizado.
Operação Hajime faz referência ao judô
O nome escolhido para a operação está diretamente relacionado à modalidade esportiva investigada.
“Hajime” é uma expressão utilizada no judô para determinar o início do combate.
Segundo a Polícia Civil, o termo foi adotado para representar o começo da fase ostensiva da investigação, marcada pelo cumprimento das ordens judiciais.
A operação foi conduzida pela 5ª Delegacia de Polícia Especializada no Combate à Corrupção de Chapecó (5ª DECOR/DEIC), com apoio de policiais civis da região.
O Ministério Público, por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó, também atua no caso.
Investigação continua sob sigilo
As investigações prosseguem em sigilo.
A próxima etapa inclui a análise do material recolhido durante os quatro mandados de busca e apreensão.
Outras providências poderão ser adotadas conforme os elementos encontrados durante a apuração.
Até o momento, a Polícia Civil não informou sobre prisões relacionadas à operação.


