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28, 03, 2026
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Operação Dublê investiga fraudes com uso indevido do nome da Havan

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), a Operação Dublê, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida em fraudes e lavagem de dinheiro. A ação é coordenada pela Delegacia de Defraudações da DEIC e conta com apoio das Polícias Civis de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Valinhos e Caraguatatuba (SP), Ponta Grossa (PR) e Viçosa (MG).

Conta fraudulenta usava dados da Havan

As investigações começaram após a identificação da abertura fraudulenta de uma conta bancária em nome da empresa catarinense Havan S.A., sem autorização dos representantes legais.

Segundo a Polícia Civil, a conta foi criada em uma plataforma de pagamentos com uso indevido de dados empresariais da companhia.

No dia 14 de agosto de 2025, a conta recebeu cerca de R$ 576 mil em apenas 24 horas. Os valores são oriundos de vítimas de golpes aplicados em diferentes estados do país.

Dinheiro era pulverizado para dificultar rastreamento

Após o recebimento, os valores foram rapidamente transferidos para diversas contas ligadas ao grupo criminoso.

De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam técnicas comuns de lavagem de dinheiro, como:

  • Fragmentação de valores
  • Transferências sucessivas entre contas de terceiros
  • Repasses imediatos de quantias idênticas (mirroring)
  • Uso de empresas para ocultar a origem dos recursos
  • Dispersão dos valores entre vários envolvidos

A estratégia tinha como objetivo dificultar o rastreamento do dinheiro ilícito.

Sete suspeitos já foram identificados

A Polícia Civil identificou ao menos sete pessoas diretamente envolvidas na movimentação e ocultação dos valores.

O grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas, visando obter vantagem financeira e inserir os recursos no sistema financeiro formal.

Investigações continuam

As buscas realizadas nesta quinta-feira têm como foco a apreensão de dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais que possam ajudar na elucidação completa do caso.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento e podem levar à responsabilização dos envolvidos por crimes como estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

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