Uma investigação conduzida em Santa Catarina levou à prisão preventiva de um homem suspeito de invadir o celular de uma vítima e usar as credenciais obtidas para acessar sistemas restritos do Poder Judiciário. A Operação Intruso foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (27) pela Polícia Civil de Santa Catarina em conjunto com o Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos, um em Goiás e outro no Distrito Federal. Na capital federal, a polícia também cumpriu a ordem de prisão preventiva contra o principal investigado.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Defraudações da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC).
Investigação começou por invasão de telefone celular
Segundo a Polícia Civil, a suspeita é de que o investigado tenha inicialmente conseguido acesso indevido ao telefone celular de uma vítima.
A partir da invasão, ele teria obtido credenciais pessoais e funcionais armazenadas ou acessíveis pelo aparelho.
Essas informações teriam sido utilizadas posteriormente para acessar, sem autorização, diferentes sistemas restritos do Poder Judiciário.
De acordo com a investigação, o suspeito utilizava as credenciais da própria vítima para se identificar nas plataformas eletrônicas.
A Polícia Civil não informou, no comunicado divulgado, quem é a vítima ou quais sistemas específicos teriam sido acessados.
Sistemas restritos do Judiciário foram acessados
A identificação dos acessos mobilizou diferentes instituições ligadas à segurança pública e à proteção dos sistemas do Judiciário.
Além da Polícia Civil e do NIS/TJSC, participaram da apuração a Divisão de Segurança da Informação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o CIBERLAB do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
As polícias civis de Goiás e do Distrito Federal prestaram apoio ao cumprimento das ordens judiciais.
Segundo a Polícia Civil catarinense, o trabalho conjunto permitiu identificar os acessos considerados indevidos e reunir elementos técnicos relacionados às invasões.
Essas informações subsidiaram o pedido das medidas cautelares posteriormente autorizadas pela Justiça.
Dispositivos eletrônicos são apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados nesta quinta-feira, os policiais apreenderam diversos dispositivos eletrônicos.
Os equipamentos serão submetidos à perícia.
A análise deverá ajudar os investigadores a determinar a extensão dos acessos realizados, quais informações eventualmente foram obtidas e se outras condutas podem estar relacionadas ao caso.
A Polícia Civil não informou quantos dispositivos foram apreendidos nem detalhou o conteúdo que poderá estar armazenado nos equipamentos.
Principal investigado é preso no Distrito Federal
O principal investigado foi localizado no Distrito Federal, onde foram cumpridos os mandados de busca e de prisão preventiva.
Após os procedimentos legais e o interrogatório, ele foi encaminhado ao sistema penitenciário e permanece à disposição da Justiça.
Segundo a Polícia Civil, o homem é investigado, em tese, pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.
Outras possíveis infrações poderão ser apuradas a partir da análise do material apreendido.
Operação envolve órgãos estaduais e federais
A Operação Intruso reúne órgãos de Santa Catarina e instituições federais na investigação.
Participam dos trabalhos a Delegacia de Defraudações da DEIC, o Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do TJSC, a Divisão de Segurança da Informação do CNJ e o CIBERLAB do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A investigação continua sob responsabilidade da Polícia Civil de Santa Catarina e do NIS/TJSC.
As informações sobre as condutas atribuídas ao investigado foram divulgadas pela Polícia Civil e permanecem sujeitas à apuração. Não foram fornecidos detalhes sobre eventual denúncia apresentada pelo Ministério Público.


