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21, 04, 2026
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Quatro réus são condenados a mais de 152 anos por crimes contra advogado em SC

O juízo da Vara Criminal da comarca de Timbó, no Vale do Itajaí, condenou quatro réus por uma série de crimes cometidos contra um advogado. Somadas, as penas ultrapassam 152 anos de reclusão, sendo fixados 38 anos e dois meses de prisão em regime inicial fechado para cada acusado.

A decisão foi proferida no dia 11 de abril e ainda cabe recurso.

Crimes incluem extorsão, morte e ocultação de cadáver

De acordo com denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e com a sentença, os condenados responderam por associação criminosa, extorsão circunstanciada, ocultação de cadáver, corrupção de menor e lavagem de dinheiro.

O grupo teria planejado o crime a partir de informações privilegiadas fornecidas por um dos réus, que mantinha relação próxima com a vítima havia cerca de dois anos.

Vítima foi atraída e mantida sob violência

Segundo a investigação, no dia 30 de dezembro de 2024, os acusados iniciaram a execução do plano ao atrair o advogado para estabelecimentos em Blumenau e, posteriormente, para uma casa de veraneio alugada em Rio dos Cedros.

No local, a vítima foi mantida sob coação, sedação e agressões físicas, enquanto os autores realizavam transferências bancárias a partir do celular dela.

As agressões se estenderam até o dia 1º de janeiro de 2025, quando resultaram na morte do advogado.

Corpo foi encontrado um mês depois

Após o crime, os réus ocultaram o corpo em uma área de difícil acesso no município de Doutor Pedrinho. O cadáver foi localizado apenas no dia 31 de janeiro de 2025, após diligências policiais e indicação de um dos envolvidos.

Mais de R$ 400 mil foram desviados

A investigação apontou que, entre os dias 30 de dezembro de 2024 e 20 de janeiro de 2025, houve intensa movimentação financeira nas contas da vítima, totalizando mais de R$ 400 mil desviados.

Parte dos valores foi utilizada na compra de bens, como veículos e motocicleta, com o objetivo de dissimular a origem ilícita do dinheiro, caracterizando o crime de lavagem de capitais.

A sentença também reconheceu a corrupção de menor, já que um adolescente de 17 anos foi induzido a participar da ação criminosa.

Justiça determina reparação de danos

Além das penas de prisão, o juízo determinou o pagamento de R$ 425.706,45 a título de reparação por danos materiais aos herdeiros ou sucessores da vítima.

O processo tramita sob o número 5002607-56.2025.8.24.0073/SC.

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