O Governo de Santa Catarina concluiu com nove meses de antecedência uma obra estratégica no Litoral Norte ao utilizar uma solução inovadora de engenharia na SC-486, em Itajaí. O projeto empregou blocos de poliestireno expandido (EPS), conhecido como isopor, para estabilizar o solo na interseção com a BR-101.
A obra faz parte do programa Estrada Boa e recebeu investimento de aproximadamente R$ 60 milhões. O complexo viário inclui dois elevados e busca melhorar a mobilidade em uma das regiões mais movimentadas do estado.
“Essa tecnologia é inovadora. A gente consegue acelerar o cronograma e entregar antes do prazo”, afirmou o governador Jorginho Mello.
Uso de EPS acelera obra e substitui aterro tradicional
O diferencial da obra foi a aplicação do EPS como substituto do aterro convencional de terra ou rocha. A técnica é indicada especialmente para solos instáveis e úmidos, como o da região.
O material funciona como um enchimento ultraleve, sendo até 100 vezes mais leve que a terra. Isso elimina a necessidade de longos períodos de compactação do solo, que em métodos tradicionais podem levar anos.
O sistema construtivo inclui:
- Blocos de EPS (isopor)
- Camadas de drenagem
- Membranas de proteção
- Base estrutural e pavimentação
Com essa solução, a execução das etapas ocorre de forma mais rápida e eficiente.

Estrutura suporta tráfego pesado e tem longa durabilidade
Apesar da leveza, a estrutura foi projetada para suportar o tráfego intenso de caminhões e carretas que circulam pela região.
O peso dos veículos é distribuído pelas camadas superiores da via, garantindo resistência e segurança. O material também recebe aditivos contra propagação de chamas e proteção contra agentes químicos.
A vida útil estimada da estrutura varia entre 50 e 100 anos, com manutenção adequada.
Obra melhora logística no Litoral Norte
Além do avanço tecnológico, o elevado tem papel estratégico para a logística catarinense.
A nova estrutura melhora o fluxo entre Itajaí e Brusque, facilitando o acesso à BR-101 e ao Porto de Itajaí. A obra deve impactar diretamente o escoamento da produção industrial e agrícola do Vale do Itajaí.
“Ali é um banhado, mesmo assim a obra avançou em ritmo acelerado”, explicou o secretário de Infraestrutura, Jerry Comper.
O projeto resolve um dos principais gargalos de mobilidade da região, reduzindo congestionamentos e aumentando a fluidez do trânsito.


