Na manhã desta quinta-feira (19/03), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou a operação “Cavalo de Troia” em Criciúma.
A ação ocorre em apoio a um Procedimento Investigatório Criminal conduzido pela 15ª Promotoria de Justiça do município.
Mandados e investigação
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Criciúma. Ao todo, estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão.
As diligências ocorrem em uma unidade prisional da cidade e em endereços ligados a um servidor contratado investigado, que teve a suspensão do exercício da função pública determinada.
Possíveis crimes apurados
A operação busca apurar um possível crime de violação de sigilo funcional, envolvendo o repasse de informações sensíveis obtidas em razão do cargo público.
Além disso, a investigação também apura a possível prática de corrupção ativa por parte de um particular, com oferta de vantagem indevida para facilitar a entrada de aparelhos celulares no sistema prisional catarinense.
Análise de materiais apreendidos
Os materiais recolhidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica, responsável por realizar os exames periciais.
A partir desses laudos, o GAECO dará continuidade às investigações, com foco na identificação de outros possíveis envolvidos e no aprofundamento da apuração de eventual organização criminosa.
A investigação segue sob sigilo.
Origem do nome da operação
O nome “Cavalo de Troia” faz referência à estratégia militar da mitologia grega, utilizada para infiltração em territórios protegidos, simbolizando a possível entrada irregular de elementos dentro do sistema prisional.
Sobre o GAECO
O GAECO é formado por integrantes do Ministério Público de Santa Catarina, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar.
O grupo atua na prevenção e repressão a organizações criminosas em todo o estado.



