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30, 04, 2026
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El Niño deve aumentar volume de chuva e risco de cheias em SC

A previsão do El Niño em SC indica aumento no volume de chuva e mudanças no padrão de temperatura ao longo do segundo semestre de 2026. O cenário foi apresentado no 240º Fórum Climático Catarinense, que reuniu meteorologistas de diferentes instituições do estado.

Segundo os especialistas, a tendência é de aumento na frequência e intensidade das chuvas no Sul do Brasil, padrão típico associado ao fenômeno climático. Esse cenário eleva o risco de alagamentos, enxurradas e cheias em Santa Catarina, especialmente durante a primavera.

Primeiro semestre deve ter tempo mais seco

Antes da intensificação do El Niño, a previsão indica um período mais seco. Para os meses de abril e maio, a chuva deve ficar entre normal e abaixo da média.

Esse cenário mantém o alerta para regiões que já enfrentam escassez hídrica. A partir de junho, com o avanço do fenômeno, os volumes de chuva tendem a aumentar gradualmente.

Temperaturas seguem acima da média

Em relação às temperaturas, a tendência é de queda gradual nos próximos meses, principalmente nas mínimas. Mesmo assim, os valores devem permanecer acima da média para a época do ano.

Episódios de frio mais intenso são esperados a partir da segunda quinzena de maio, porém de forma menos duradoura. As entradas de ar frio devem ocorrer de maneira intercalada com períodos de aquecimento.

Esse comportamento é típico de anos com El Niño, quando o inverno costuma registrar temperaturas mais elevadas.

Entenda o que é o fenômeno El Niño

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial, com elevação de pelo menos 0,5°C acima da média por vários meses.

Esse aquecimento interfere diretamente na formação de nuvens, na circulação dos ventos e na distribuição de calor e umidade em diversas regiões do planeta.

O fenômeno oposto é o La Niña, marcado pelo resfriamento das águas do Pacífico equatorial, também com impactos no clima global.

Impactos variam conforme a região

Os efeitos do El Niño não são uniformes em todo o mundo. Em algumas áreas, há aumento das chuvas, enquanto outras enfrentam períodos de estiagem.

No Sul do Brasil, o fenômeno está associado a temperaturas mais altas e maior frequência de eventos extremos, como tempestades e chuvas intensas.

Em Santa Catarina, o período mais crítico costuma ocorrer entre setembro e novembro, quando aumenta o risco de enxurradas, elevação de rios e inundações.

Além disso, o aumento do calor e da umidade pode antecipar a formação de temporais ainda no fim do inverno, ampliando a ocorrência de eventos severos.

Fenômeno é irregular e exige monitoramento

De acordo com meteorologistas da Defesa Civil de Santa Catarina, o El Niño não ocorre em intervalos fixos, mas costuma se repetir entre dois e sete anos.

A duração também varia, podendo persistir entre nove meses e um ano, ou até mais em alguns casos.

Os especialistas reforçam que o fenômeno não causa eventos extremos específicos, mas aumenta a probabilidade de determinados padrões climáticos.

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