Operação Tela Oculta mira organização investigada por movimentar R$ 1,1 bilhão

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a Operação Tela Oculta, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A ação é coordenada pela Delegacia de Combate às Drogas (DECOD) da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Palhoça.

Segundo a investigação, a estrutura criminosa teria movimentado aproximadamente R$ 1,1 bilhão por meio de uma complexa rede financeira utilizada para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas.

Investigação começou em Palhoça

As apurações tiveram início após informações de que uma residência em Palhoça funcionava como um “escritório do crime”, utilizado para coordenar atividades ilícitas, entre elas o comércio de entorpecentes.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no imóvel, os policiais encontraram uma arma de fogo, anotações relacionadas à contabilidade do tráfico e uma quantia significativa em dinheiro.

As investigações também identificaram que a arma apreendida havia sido roubada durante um assalto a uma residência em Palhoça, em 2023, crime que teria contado com a participação de um dos investigados.

Empresa era usada para movimentar dinheiro, aponta investigação

A análise financeira revelou uma extensa rede de movimentações entre os integrantes da organização.

Segundo a Polícia Civil, parte dos recursos era direcionada a uma empresa cuja proprietária foi presa em Mato Grosso, em 2024, durante uma ocorrência envolvendo grande quantidade de maconha.

De acordo com os investigadores, a empresa funcionava como fachada para movimentar valores oriundos das atividades criminosas e mantinha ligação com outros suspeitos presos em operações envolvendo grandes apreensões de drogas em Santa Catarina e em outros estados.

Grupo é ligado a grandes apreensões de drogas

A investigação relaciona a organização a diversas ocorrências registradas nos últimos anos, entre elas:

  • apreensão de 19,14 quilos de cocaína, em setembro de 2023;
  • apreensão de 486 quilos de maconha, em março de 2024;
  • apreensão de aproximadamente 1,6 tonelada de maconha, em fevereiro de 2025;
  • participação em um roubo a residência ocorrido em 2023.

Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos indicam que a empresa investigada atuava como uma central financeira responsável pelo recebimento, circulação e ocultação dos recursos obtidos com o tráfico de drogas.

Operação cumpre 32 mandados de prisão

Nesta fase da Operação Tela Oculta, a Justiça expediu 32 mandados de prisão e 80 mandados de busca e apreensão.

Até o momento, 16 pessoas foram presas, enquanto as equipes continuam realizando diligências para localizar os demais investigados.

Durante a operação, os policiais apreenderam aproximadamente 32,6 quilos de substância com características semelhantes à cocaína em um dos alvos.

Em outro endereço foram encontrados:

  • cerca de 1,2 tonelada de maconha;
  • 17,6 quilos de crack;
  • 15,1 quilos de haxixe;
  • comprimidos de ecstasy;
  • substâncias utilizadas para mistura de drogas;
  • três pistolas;
  • uma carabina;
  • uma granada de mão;
  • mais de 200 munições;
  • dois kits de conversão para armas.

Operação mobilizou forças de segurança de quatro estados

A Operação Tela Oculta contou com o apoio de diversas unidades da Polícia Civil de Santa Catarina, além de equipes das polícias civis do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, bem como da Polícia Penal e da Polícia Científica catarinenses.

As investigações continuam com a análise dos materiais apreendidos para identificar todos os integrantes da organização criminosa e rastrear o patrimônio obtido por meio das atividades ilícitas.

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