Escolaridade dos presidenciáveis em 2026 vai do ensino médio ao doutorado

A escolaridade dos presidenciáveis nas eleições de 2026 revela trajetórias que passam pela formação profissional, ensino médio, graduação e pós-graduação. Entre os nomes apresentados à disputa pelo Palácio do Planalto estão médicos, advogados, professor, administrador, jornalista, dentista, veterinário e candidato com doutorado.

Há também presidenciáveis que não concluíram uma graduação. A legislação brasileira não exige diploma de ensino superior para uma pessoa concorrer à Presidência da República.

O Portal Notícias do Ensino Superior reuniu a formação dos nomes apresentados à disputa para mostrar o perfil educacional daqueles que pretendem comandar o Poder Executivo federal a partir de 2027.

Quem tem curso superior entre os presidenciáveis?

A maior parte dos nomes da disputa presidencial possui ensino superior completo.

Flávio Bolsonaro (PL) é formado em Direito. Sua formação também inclui pós-graduação em Políticas Públicas e MBA em Empreendedorismo.

Ronaldo Caiado (PSD) é médico. A Medicina também aparece na trajetória de Augusto Cury (Avante), conhecido nacionalmente pela atuação como psiquiatra e escritor.

Romeu Zema (Novo) é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Clariana Barão (DC) é graduada em Direito.

Hertz Dias (PSTU) é professor e tem formação superior em História.

Samara Martins (UP) é dentista e graduada em Odontologia.

Rui Costa Pimenta (PCO) possui formação em Jornalismo, enquanto Wilson Grassi (Democrata) é formado em Medicina Veterinária.

Edmilson Costa tem doutorado e pós-doutorado

Entre os nomes relacionados para a disputa presidencial, Edmilson Costa (PCB) apresenta uma trajetória que alcança os níveis mais avançados da formação acadêmica.

Ele é graduado em Comunicação Social e doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Costa também realizou pós-doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da universidade.

Doutorado e pós-doutorado, porém, não devem ser tratados como equivalentes.

O doutorado é uma pós-graduação stricto sensu que confere título acadêmico. O pós-doutorado é uma etapa de pesquisa realizada depois do doutorado e não corresponde a um novo grau acadêmico.

Lula tem formação profissional pelo Senai

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não possui graduação universitária.

Sua trajetória educacional inclui formação profissional no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), onde realizou curso de torneiro mecânico.

A formação possibilitou sua entrada no setor metalúrgico, atividade profissional que antecedeu sua trajetória sindical e política.

É importante diferenciar essa modalidade de uma graduação. A formação profissional realizada por Lula não equivale a um diploma de ensino superior.

Renan Santos entrou na USP, mas não terminou Direito

Renan Santos (Missão) também não possui ensino superior completo.

Ele ingressou no curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP), na tradicional Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, mas não concluiu a graduação.

Por esse motivo, sua escolaridade deve ser registrada como ensino médio completo, apesar da passagem pela universidade.

A diferença é relevante na apresentação de dados educacionais: frequentar uma graduação não significa possuir ensino superior completo.

Veja a escolaridade dos presidenciáveis em 2026

Confira as informações de formação reunidas no levantamento:

Presidenciável Partido Escolaridade/formação
Luiz Inácio Lula da Silva PT Formação profissional em tornearia mecânica pelo Senai; sem graduação
Flávio Bolsonaro PL Direito; pós-graduação em Políticas Públicas e MBA em Empreendedorismo
Ronaldo Caiado PSD Medicina
Romeu Zema Novo Administração de Empresas
Augusto Cury Avante Medicina
Renan Santos Missão Ensino médio; cursou Direito na USP, sem concluir
Clariana Barão DC Direito
Hertz Dias PSTU História
Edmilson Costa PCB Comunicação Social; doutorado em Economia e pós-doutorado
Samara Martins UP Odontologia
Rui Costa Pimenta PCO Jornalismo
Wilson Grassi Democrata Medicina Veterinária
Pablo Marçal PRTB Formação acadêmica a ser confirmada conforme documentação eleitoral

Saúde e Direito aparecem entre as áreas de formação

As áreas de formação também mostram diferenças no perfil dos presidenciáveis.

Medicina aparece nas trajetórias de Ronaldo Caiado e Augusto Cury. Odontologia está representada por Samara Martins, enquanto Wilson Grassi possui formação em Medicina Veterinária.

Direito é a graduação de Flávio Bolsonaro e Clariana Barão. Renan Santos também passou pelo curso, mas não concluiu a graduação.

Há ainda formações em Administração, História, Comunicação Social e Jornalismo.

O conjunto demonstra que não existe uma carreira universitária predominante entre os nomes apresentados para comandar o país.

É preciso ter faculdade para ser presidente?

Não.

A Constituição Federal não estabelece diploma universitário como requisito para ocupar a Presidência da República.

Para concorrer ao cargo, o candidato precisa cumprir critérios constitucionais e eleitorais, entre eles ter nacionalidade brasileira nata e idade mínima de 35 anos, além das demais condições de elegibilidade.

Portanto, uma pessoa sem graduação pode legalmente disputar e exercer a Presidência.

Ter mestrado, doutorado ou outra pós-graduação também não produz qualquer vantagem jurídica na eleição.

Escolaridade não mede capacidade para governar

Os dados acadêmicos permitem conhecer uma dimensão objetiva da trajetória de cada presidenciável, mas precisam ser interpretados dentro de seus limites.

Ter ensino superior significa que uma pessoa concluiu uma graduação reconhecida dentro das regras educacionais aplicáveis. Uma pós-graduação demonstra continuidade da formação acadêmica ou profissional.

Esses títulos, isoladamente, não medem capacidade administrativa, liderança, experiência política ou competência para governar.

O inverso também é válido: não possuir graduação não permite concluir que determinado candidato seja mais ou menos preparado para exercer uma função política.

Escolaridade é, portanto, uma informação sobre a trajetória do candidato — e não uma avaliação de sua capacidade eleitoral ou administrativa.

Formação ganha outro peso quando o assunto é educação

Para o setor educacional, conhecer a formação dos presidenciáveis oferece um ponto de partida para acompanhar como cada candidatura pretende tratar universidades e instituições de ensino.

O presidente eleito terá influência sobre o Ministério da Educação e sobre a formulação das políticas federais de ensino superior.

Também terá participação nas decisões orçamentárias que alcançam universidades e institutos federais, assistência estudantil, bolsas de pós-graduação, pesquisa científica, Fies, Prouni e outras políticas nacionais.

Mais do que comparar diplomas, o debate educacional durante a campanha deverá mostrar quais propostas cada presidenciável apresenta para o futuro do ensino superior brasileiro.

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