TEMPO DE LEITURA: 4 minutos
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu uma das maiores investigações já realizadas sobre a prática da Farra do Boi no estado, resultando no indiciamento de 40 homens pelos crimes de maus-tratos a animais e associação criminosa.
O caso ocorreu em Governador Celso Ramos e envolveu um trabalho de inteligência que buscou identificar toda a estrutura por trás dos eventos ilegais.
Investigação mapeou organização completa
Diferente de ações anteriores, que responsabilizavam apenas participantes flagrados, a investigação ampliou o foco para toda a cadeia envolvida na prática.
Ao longo de mais de um ano, a Polícia Civil analisou imagens e realizou quebras de sigilo telefônico e telemático, o que permitiu relacionar 22 episódios distintos.
Mesmo ocorrências sem registro formal foram identificadas e ligadas aos investigados.
Tecnologia ajudou a identificar envolvidos
O uso de ferramentas tecnológicas possibilitou a identificação de organizadores, financiadores, transportadores e vendedores dos animais.
Segundo a investigação, havia grupos estruturados para arrecadar recursos — as chamadas “vaquinhas” — que financiavam a compra dos bovinos, pagamento de multas e até honorários advocatícios.
Associação criminosa foi caracterizada
A repetição de nomes e a divisão de tarefas reforçaram a configuração de associação criminosa.
Os envolvidos atuavam de forma organizada, com rateio de custos e responsabilidades, inclusive em casos de prejuízo.
Indiciados podem responder na Justiça
Os 40 homens foram indiciados por maus-tratos a animais e associação criminosa. O caso segue agora para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.
As penas podem chegar a até quatro anos de prisão, além de multas administrativas que variam entre R$ 10 mil para participantes e R$ 20 mil para organizadores por ocorrência.
A Polícia Civil reforçou que a prática é ilegal e configura crime ambiental.


