O Conselho Nacional de Justiça implementa a partir desta segunda-feira (18) uma nova forma de autenticação para acesso à Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ), ambiente que integra os principais sistemas eletrônicos do Judiciário brasileiro.
A mudança afeta magistrados, servidores e demais usuários vinculados ao Portal Jus.br e ao sistema de login unificado utilizado nos serviços judiciais digitais.
Código enviado por e-mail deixa de ser utilizado
Com a nova medida, o código temporário enviado por e-mail deixa de ser utilizado como etapa de verificação de acesso.
A partir de agora, os usuários deverão utilizar aplicativos autenticadores instalados no celular, como Google Authenticator, FreeOTP ou Microsoft Authenticator.
O novo modelo utiliza autenticação em dois fatores (2FA), mecanismo considerado mais seguro para proteção de dados e controle de acesso em plataformas digitais.
Plataforma integra sistemas do Judiciário brasileiro
A Plataforma Digital do Poder Judiciário é uma iniciativa do CNJ voltada à modernização e padronização dos serviços judiciais em todo o país.
O sistema funciona como uma infraestrutura tecnológica compartilhada entre tribunais e órgãos do Judiciário, permitindo integração de ferramentas como tramitação processual, serviços ao cidadão e sistemas administrativos.
Integrada ao Portal Jus.br e ao login único (SSO), a PDPJ permite que o usuário utilize uma única credencial para acessar diferentes serviços judiciais nacionais.
Primeiro acesso exigirá leitura de QR Code
No primeiro acesso após a mudança, o sistema exibirá um QR Code para configuração do aplicativo autenticador escolhido pelo usuário.
Após realizar a leitura do código pelo celular, será necessário inserir o código numérico de seis dígitos gerado pelo aplicativo para concluir o login.
Nos próximos acessos, o procedimento seguirá o mesmo padrão:
- autenticação inicial com login e senha ou certificado digital;
- inserção do código temporário gerado pelo aplicativo autenticador.
Segundo o CNJ, a medida busca ampliar a segurança digital dos sistemas judiciais e reduzir riscos relacionados a acessos indevidos.


