Uma operação contra lavagem de dinheiro levou à prisão, em Florianópolis, de um homem de 33 anos investigado por supostamente atuar como operador financeiro de um grupo criminoso em Roraima. A prisão ocorreu na manhã de sexta-feira (21), durante uma ação da Polícia Civil de Santa Catarina em apoio a uma investigação conduzida pela Polícia Civil roraimense.
O suspeito foi localizado em uma residência dentro de um condomínio no Norte da Ilha, na capital catarinense.
A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), ligada à Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santa Catarina, cumpriu no endereço um mandado de prisão temporária e outro de busca e apreensão.
Celulares, computadores e um veículo de luxo foram apreendidos.
Investigação apura subtração de ouro e R$ 800 mil
A investigação que resultou na prisão em Santa Catarina é conduzida pela Draco da Polícia Civil de Roraima.
Segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil catarinense, a apuração busca esclarecer a possível participação organizada de agentes públicos e particulares em falsas abordagens policiais para subtração de ouro e dinheiro.
O caso investigado ocorreu em 29 de março deste ano, no bairro Caçari, em Boa Vista, capital de Roraima.
Conforme os elementos reunidos na investigação, os suspeitos teriam utilizado uma viatura oficial descaracterizada, além de armas, distintivos e roupas semelhantes às utilizadas pela Polícia Civil.
O grupo teria simulado uma diligência policial e rendido pessoas que estavam no local.
A investigação aponta que aproximadamente R$ 800 mil em dinheiro e cerca de 30 quilos de ouro teriam sido levados durante a ação.
Em tese, segundo a Polícia Civil, os fatos investigados podem configurar crimes como roubo majorado, associação criminosa armada e lavagem de dinheiro.
Preso em SC é apontado como possível operador financeiro
O homem localizado em Florianópolis é investigado por supostamente atuar como operador financeiro do grupo.
Segundo a Polícia Civil, ele teria a função de coordenar o esquema de lavagem de dinheiro relacionado aos valores obtidos pelo grupo investigado.
A prisão temporária não representa condenação. As responsabilidades individuais serão apuradas no decorrer da investigação e do processo judicial.
A operação teve alcance além de Santa Catarina. No total, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão.
Também houve apreensão de bens e veículos de luxo.
A Justiça ainda determinou o sequestro de imóveis e valores que, somados, chegam a R$ 20 milhões em desfavor dos investigados.
Cooperação policial chega a Santa Catarina
A participação da Polícia Civil catarinense ocorreu para o cumprimento das determinações judiciais em Florianópolis.
A ação colocou Santa Catarina dentro de uma investigação interestadual que apura a movimentação de recursos supostamente provenientes de crimes praticados a milhares de quilômetros da capital catarinense.
Após o cumprimento do mandado, o homem de 33 anos foi encaminhado ao sistema penitenciário.
Ele permanece à disposição da Justiça.
As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil de Roraima.


