Polícia Civil afirma que investigado exigia o repasse de bolsas recebidas por atletas; valores apurados desde 2025 já podem superar R$ 20 mil
O coordenador de uma instituição voltada a atletas especiais foi preso em flagrante por suspeita de estelionato na tarde desta quarta-feira (9), em Brusque, no Vale do Itajaí. Segundo a Polícia Civil, ele foi abordado após receber R$ 1.250 de um dos atletas vinculados à entidade.
O dinheiro correspondia ao valor integral de uma bolsa recebida mensalmente pelo esportista. A investigação aponta que repasses semelhantes estariam ocorrendo desde pelo menos 2025 e podem ter ultrapassado R$ 20 mil no período.
O nome do investigado e da instituição não foram informados pela Polícia Civil no comunicado divulgado sobre o caso.
Polícia flagrou entrega de R$ 1.250 em Brusque
A prisão ocorreu nas proximidades da Arena Multiuso durante uma ação conduzida pela Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Brusque.
De acordo com a Polícia Civil, o coordenador foi flagrado no momento em que recebia R$ 1.250 de um dos atletas.
A investigação aponta que o suspeito dizia aos esportistas que o repasse das bolsas era obrigatório. O dinheiro, conforme a justificativa apresentada aos atletas, seria utilizado para pagar despesas relacionadas a atividades e competições, incluindo alimentação e deslocamento.
Os investigadores, porém, verificaram que a administração municipal já concedia a bolsa-atleta justamente para auxiliar os esportistas com essas despesas.
A Polícia Civil também constatou que o Município disponibilizava transporte para o deslocamento dos atletas em competições.
Repasses podem superar R$ 20 mil
As informações reunidas até o momento indicam que o coordenador estaria recebendo valores dos atletas desde, pelo menos, 2025.
A estimativa inicial da investigação é de que os repasses tenham ultrapassado R$ 20 mil.
A Polícia Civil ainda pretende esclarecer quantos atletas podem ter realizado pagamentos, por quanto tempo os repasses ocorreram e qual teria sido a destinação dos recursos.
Após o flagrante, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.
Polícia procura outras possíveis vítimas
As diligências continuam para verificar a existência de outros atletas que possam ter passado pela mesma situação.
A investigação também busca dimensionar os valores envolvidos e esclarecer as circunstâncias em que os pagamentos eram realizados.
A Polícia Civil orienta que pessoas que tenham sido submetidas a situação semelhante procurem uma delegacia para comunicar os fatos e contribuir com a investigação.
As suspeitas ainda serão apuradas no decorrer do inquérito, e eventual responsabilização criminal dependerá do avanço das investigações e das etapas posteriores do processo.


