O sistema antigranizo em Santa Catarina deve ser ampliado nos próximos anos para proteger a produção agrícola e reduzir os prejuízos causados por tempestades. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) e funciona em parceria com prefeituras municipais.
Atualmente, o sistema opera em 13 municípios catarinenses, e o Governo do Estado prevê expandir a tecnologia para outras 13 cidades até 2026, com investimento estimado em cerca de R$ 12 milhões.
A tecnologia atua de forma preventiva, reduzindo o tamanho das pedras de gelo formadas nas nuvens, o que diminui os danos em lavouras e propriedades rurais.
Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, Santa Catarina se tornou referência nacional nesse tipo de tecnologia.
“Santa Catarina é referência no sistema antigranizo. Com a ampliação planejada e os convênios já autorizados, o Governo do Estado reforça a política de prevenção com a tecnologia, ampliando a cobertura do sistema e garantindo mais segurança para a produção agrícola e para as comunidades catarinenses”, destaca.
Municípios já atendidos pelo sistema
Hoje, o sistema antigranizo funciona por meio de convênios entre o Estado e as prefeituras em 13 municípios:
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Rio das Antas
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Fraiburgo
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Matos Costa
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Timbó Grande
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Lebon Régis
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Tangará
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Macieira
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Caçador
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Calmon
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Videira
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Pinheiro Preto
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Ibiam
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Arroio Trinta
Em 2025, o Governo do Estado repassou R$ 2,2 milhões para manutenção e operação do sistema nos municípios atendidos. No mesmo ano, o programa foi ampliado para incluir Ibiam e Arroio Trinta.
Expansão prevista para 2026
Para 2026, a previsão é que o sistema seja implantado em mais 13 municípios catarinenses, ampliando a cobertura da tecnologia no estado.
As cidades previstas são:
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São Joaquim
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Bom Jardim da Serra
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Atalanta
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Aurora
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Chapadão do Lageado
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Imbuia
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Ituporanga
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Vidal Ramos
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Petrolândia
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Lacerdópolis
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Presidente Castello Branco
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Iomerê
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Joaçaba
A expansão deve fortalecer a proteção das lavouras, especialmente em regiões com produção de frutas e outras culturas sensíveis ao granizo.
Como funciona o sistema antigranizo
O sistema antigranizo de Santa Catarina começou a operar em 1989. A tecnologia utiliza geradores instalados no solo, que queimam iodeto de prata e liberam o composto na atmosfera.
O objetivo é interferir na formação das pedras de gelo dentro das nuvens carregadas, criando cristais menores.
De acordo com o meteorologista João Luís Rolim, diretor da AGF Antigranizo Fraiburgo, empresa responsável pela operação do sistema, o processo reduz significativamente os impactos das tempestades.
“O processo trabalha na nuvem para diminuir ou impedir o granizo. Ao invés de termos pedras grandes, formam-se muitas pequenas, que na queda podem se dissolver ou chegar ao solo com tamanho reduzido”, explica.
Atualmente, 170 geradores estão em operação no estado.
Tecnologia nasceu na produção de maçã
O sistema foi inicialmente desenvolvido para proteger pomares de maçã, em uma iniciativa da cadeia produtiva do setor.
Com a comprovação da eficiência, a tecnologia foi ampliada para outras culturas e regiões agrícolas, como ocorreu com a produção de tomate em Caçador.
Hoje, o sistema contribui para reduzir tanto o tamanho das pedras de granizo quanto a área atingida pelas tempestades, fator considerado essencial para proteger a produção agrícola catarinense.


