Operação contra fraude milionária bloqueia R$ 6,2 milhões em Santa Catarina

Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por fraudes mercantis, emissão de duplicatas simuladas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O prejuízo atribuído ao esquema ultrapassa R$ 8 milhões e teria como vítima a Growth Suplementos, empresa do segmento de suplementos alimentares situada em Tijucas.

As informações são da Delegacia de Investigação de Lavagem de Dinheiro (DLAV), vinculada à Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

Investigação aponta empresas de fachada e uso de “laranjas”

De acordo com a Polícia Civil, a investigação identificou a suposta emissão de duplicatas sem uma relação comercial real que justificasse os títulos.

Os investigadores também apontam o uso de empresas de fachada, incorporadoras e familiares como interpostas pessoas, popularmente conhecidas como “laranjas”.

Ainda conforme a investigação, recursos de origem supostamente ilícita circulavam entre diferentes estruturas para dificultar a identificação da origem e dos beneficiários do dinheiro.

A polícia também apura saques de valores expressivos em espécie e outras movimentações que teriam sido utilizadas para ocultar patrimônio.

Nesta terceira fase, o alvo do mandado de prisão preventiva é apontado pelos investigadores como principal articulador e beneficiário do esquema.

As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Balneário Camboriú.

Operação Supply Chain 3
FOTO PCSC Divulgação OEstadodeSC

Operação Supply Chain 3 tem buscas em Itajaí e Porto Belo

Os quatro mandados de busca e apreensão são cumpridos em imóveis residenciais e sedes de empresas nas cidades de Itajaí e Porto Belo.

O objetivo, segundo a Polícia Civil, é recolher documentos e equipamentos eletrônicos que serão submetidos à análise pericial.

A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 6.203.044,46 em ativos financeiros vinculados a investigados e empresas que, conforme a apuração policial, teriam relação com o esquema.

A Operação Supply Chain 3 alcança ainda imóveis localizados no Litoral Norte catarinense e veículos.

Entre as medidas determinadas estão o sequestro de imóveis e restrições para transferência de veículos de luxo e de passeio.

Criptomoedas e participações societárias entram no alvo

As medidas de bloqueio não estão restritas às contas bancárias.

Também foram expedidos ofícios para congelamento de ativos virtuais mantidos em plataformas de criptomoedas, além de medidas relacionadas a participações societárias e previdência privada.

Segundo a DLAV/DEIC, a estratégia busca interromper a capacidade financeira do grupo investigado e preservar patrimônio que poderá ser utilizado para eventual ressarcimento dos prejuízos, conforme decisão judicial.

A operação é coordenada pela Delegacia de Investigação de Lavagem de Dinheiro e conta com apoio do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (Lab-LD), DECOR e DRRDI.

As investigações continuam. Os envolvidos são tratados como investigados, e eventuais responsabilidades criminais dependerão do andamento do inquérito e das decisões da Justiça.

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