Missão catarinense busca inovação e negócios em Israel e na China

Iniciativa da ACIT reúne empresários de diferentes regiões de Santa Catarina para conhecer tecnologias, ampliar conexões internacionais e identificar oportunidades de desenvolvimento econômico.

Empresários e lideranças institucionais de diferentes regiões de Santa Catarina participam de uma missão internacional voltada à inovação, à expansão de negócios e ao desenvolvimento econômico. Organizada pela Associação Empresarial de Tubarão (ACIT), a Missão China contempla agendas em Israel, Hong Kong e China, aproximando o setor produtivo catarinense de experiências internacionais em tecnologia, indústria, educação, turismo e empreendedorismo.

A comitiva reúne representantes da Amurel, Serra Catarinense, Criciúma, Araranguá e São José, demonstrando o alcance estadual da iniciativa. Entre os participantes estão o presidente da ACIT, Alessandro da Cruz Barbosa, e o presidente da Fundação InoversaSul, Valter Alves Schmitz Neto.

A missão busca identificar oportunidades comerciais, conhecer tecnologias emergentes e estabelecer relacionamentos com empresas e instituições internacionais. A proposta é ampliar a circulação de conhecimentos e avaliar soluções que possam contribuir para a competitividade da economia catarinense.

ACIT articula aproximação entre empresas catarinenses e mercados globais

A participação de empresários de diferentes regiões evidencia o papel do associativismo empresarial na construção de conexões que ultrapassam as fronteiras estaduais e nacionais.

Sob a presidência de Alessandro Barbosa, a ACIT articula a aproximação de lideranças catarinenses com experiências internacionais que podem oferecer referências para novos investimentos, modernização de processos produtivos e desenvolvimento de projetos regionais.

A programação contempla setores como indústria, comércio, mobiliário, mobilidade urbana, turismo integrado, tecnologia e inovação social.

Em Israel, a comitiva já conheceu experiências relacionadas ao desenvolvimento tecnológico e à integração entre empresas, instituições de pesquisa e ambientes de inovação.

O país é reconhecido internacionalmente pela presença de startups e pela articulação entre conhecimento científico, empreendedorismo e desenvolvimento de novas tecnologias.

Na etapa chinesa, um dos principais compromissos é a Feira de Cantão (Canton Fair), evento internacional que reúne fabricantes, fornecedores e compradores de diferentes segmentos econômicos.

A agenda também contempla contatos com empresas de tecnologia e o conhecimento de soluções que poderão influenciar a produção industrial, a comercialização de produtos e a prestação de serviços nos próximos anos.

Integração internacional pode fortalecer desenvolvimento regional

Além das oportunidades comerciais, a missão contempla objetivos relacionados à cooperação institucional, à educação e ao fortalecimento dos ambientes de inovação.

Para o presidente da Fundação InoversaSul, Valter Schmitz, o desenvolvimento regional depende cada vez mais da capacidade de estabelecer conexões internacionais e transformar conhecimento em iniciativas concretas.

“O desenvolvimento regional está cada vez mais conectado aos movimentos globais. A inovação não reconhece fronteiras geográficas. Ela se fortalece pela circulação de ideias, pela cooperação entre instituições e pela capacidade de transformar experiências internacionais em oportunidades concretas para nossas comunidades”,

afirma.

Segundo Schmitz, a participação na missão também permitirá identificar modelos institucionais que possam contribuir para projetos de planejamento urbano, saneamento, turismo e incentivo ao empreendedorismo inovador.

“Não se trata de importar modelos prontos ou reproduzir, sem reflexão, aquilo que outras instituições realizam. Trata-se de conhecer o que existe de mais inovador em diferentes partes do mundo, estabelecer conexões, compartilhar experiências e construir soluções adaptadas à nossa realidade”,

destaca.

Educação e inteligência artificial estão entre as prioridades

Uma das frentes institucionais da missão envolve o conhecimento de tecnologias aplicadas à educação.

Na China, estão previstos contatos com empresas como Seewo (CVTE), MAXHUB, UBTECH Robotics, Makeblock e Leaderhub, que desenvolvem equipamentos e soluções tecnológicas para ambientes de aprendizagem.

A Fundação InoversaSul pretende avaliar a viabilidade de implantar, experimentalmente, em 2027, três ambientes educacionais apoiados por novas tecnologias: dois no Colégio Dehon, em Tubarão, e um na rede pública de ensino, mediante parceria institucional ainda a ser definida.

A proposta inclui estudar ferramentas de inteligência artificial que possam auxiliar professores e equipes pedagógicas no acompanhamento do desempenho escolar, na identificação de dificuldades de aprendizagem e na ampliação das condições de acessibilidade e inclusão.

A eventual implantação dependerá de estudos técnicos e pedagógicos, além da avaliação de aspectos éticos e de privacidade dos estudantes.

“Nenhuma ferramenta substitui a sensibilidade, o conhecimento e a responsabilidade do professor. Ao contrário, a proposta é ampliar sua capacidade de compreender e acompanhar as necessidades individuais dos alunos”,

ressalta Schmitz.

Cooperação pode ampliar oportunidades para Santa Catarina

Outro objetivo institucional é fortalecer as conexões do Sigma Park, Centro de Inovação de Tubarão, com empresas, startups, pesquisadores e ambientes internacionais de desenvolvimento tecnológico.

A missão também busca referências em turismo integrado, mobilidade urbana e modelos de planejamento que possam contribuir para iniciativas desenvolvidas em municípios catarinenses.

A presença de empresários da Serra, do Sul e da Grande Florianópolis amplia o alcance da experiência e favorece a troca de conhecimentos entre diferentes setores da economia estadual.

Embora os resultados comerciais e institucionais dependam de negociações e avaliações posteriores, a missão abre possibilidades para novos relacionamentos, intercâmbios técnicos e projetos de cooperação.

Para Valter Schmitz, o principal desafio será transformar as oportunidades identificadas em benefícios efetivos para a sociedade.

“Nossa responsabilidade é transformar oportunidades de conhecimento em iniciativas capazes de produzir benefícios duradouros para a sociedade”,

afirma.

A iniciativa reforça a importância da integração entre o associativismo empresarial, as instituições de ensino e os ambientes de inovação na construção de novas oportunidades para Santa Catarina.

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