SC emite 3 milhões de novas identidades e alcança 36% da população

Santa Catarina atingiu a marca de 3 milhões de Carteiras de Identidade Nacional (CIN) emitidas pela Polícia Científica. O resultado corresponde a aproximadamente 36,1% dos 8.312.759 habitantes estimados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2026.

A implantação do novo documento representa uma das principais mudanças recentes na identificação civil brasileira. A CIN utiliza o CPF como número único de identificação e incorpora recursos tecnológicos destinados a ampliar a segurança e reduzir inconsistências cadastrais.

Com a marca alcançada, a diferença entre a população estimada do estado e o total de documentos emitidos é de aproximadamente 5,3 milhões. Esse cálculo demonstra a dimensão da continuidade do processo de implantação, embora não corresponda necessariamente ao número exato de pessoas que ainda precisam solicitar a CIN.

Regiões catarinenses apresentam potencial de atendimento

A distribuição populacional de Santa Catarina evidencia a necessidade de manter uma rede descentralizada de atendimento.

Na região da Amurel, no Sul do estado, os 18 municípios reúnem 409.336 habitantes, conforme as estimativas de 2026. Tubarão concentra 117.924 moradores, seguida por Imbituba, com 58.381, e Laguna, com 44.126.

Na Serra Catarinense, a região da Amures reúne aproximadamente 295 mil habitantes, segundo referência populacional de 2025. Lages é o principal centro urbano regional e alcançou 173.278 moradores na estimativa municipal de 2026.

Os números regionais mostram a dimensão da população que pode ser atendida pelos serviços de identificação civil. Entretanto, a Polícia Científica ainda não apresentou, no balanço dos 3 milhões de documentos, a distribuição das emissões por município ou região.

Documento utiliza CPF como identificação nacional

A principal mudança da Carteira de Identidade Nacional está na padronização do registro civil. Antes, uma mesma pessoa poderia possuir diferentes números de RG, conforme o estado responsável pela emissão.

Com a CIN, o CPF passa a funcionar como identificador único em todo o território brasileiro.

O documento também possui QR Code para verificação de autenticidade e versão digital disponível pelo aplicativo GOV.BR.

Polícia Científica destaca rigor no processo de emissão

A emissão da nova identidade envolve diferentes etapas de conferência, incluindo coleta de informações pessoais, biometria, fotografia e validação dos dados.

“Cada um desses 3 milhões de documentos passou pelas mesmas etapas de verificação. A identificação civil é um trabalho técnico, que exige rigor em cada fase, porque disso dependem a segurança do documento e a confiança do cidadão de que aquela identidade é, de fato, a sua”,

afirma Álvaro Augusto Mesquita Hamel, diretor técnico-científico de Identificação Civil e Criminal da Polícia Científica.

A ampliação dos serviços e a modernização dos procedimentos fazem parte da estratégia estadual para facilitar o acesso ao documento.

Implantação continuará nos próximos anos

A substituição gradual do antigo RG pela CIN representa um processo de alcance nacional.

O modelo anterior permanece válido até 2032, conforme as regras federais, permitindo que a população realize a atualização de forma progressiva.

A primeira emissão da CIN em papel é gratuita. Em Santa Catarina, o cidadão pode consultar os locais disponíveis e realizar o agendamento pelos canais oficiais da Polícia Científica.

Com 3 milhões de documentos emitidos, o estado avança na padronização da identificação civil, enquanto a continuidade do atendimento será importante para ampliar a cobertura entre os catarinenses.

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